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4 - EQUILÍBRIO SEXUAL

   A perversão sexual ou eretomania comprova a afirmação dos ocultistas de que uma parte da força sexual constrói o cérebro. O eretomano converte-se em idiota, incapaz de pensar, porque exterioriza não somente a parte negativa ou positiva da força sexual (seja homem ou mulher), empregada normalmente pelos órgãos sexuais para a geração, mas exterioriza também parte da força que, dirigida ao cérebro, organizá-lo-ia e o tornaria apto a pensar. Dai, as deficiências mentais que apresenta.

   Se a pessoa se dedica a pensamentos espirituais, a tendência para empregar a força sexual na propagação é muito pequena. Qualquer parte dela que não se use pode ser transformada em força espiritual.

   Por esta razão, em certo grau de desenvolvimento, o Iniciado faz o voto de celibato. Não é uma resolução fácil de tomar nem pode ser feita à ligeira por qualquer pessoa que deseje desenvolver-se espiritualmente.

   Muitas pessoas imaturas para a vida superior, encadearam-se quando se sujeitaram a uma vida ascética. Tais pessoas são tão perigosas para a comunidade como os eretomanos imbecis.

   No estado atual da evolução humana, a função sexual é o meio pelo qual são formados os corpos usados pelo espírito para obter experiência. Geralmente, as pessoas mais prolíficas e que seguem os impulsos geradores sem reserva, são de categoria inferior. As entidades em via de renascimento dificilmente encontram ambientes que permitam desenvolver suas faculdades de forma a beneficiarem-se e a beneficiarem a humanidade.

   Muitas pessoas das classes ricas poderiam oferecer condições mais favoráveis, mas em geral têm poucos filhos ou nenhum. Não porque vivam uma vida sexualmente abstemia, mas por razões completamente egoístas, para maior comodidade e para poderem entregar-se à paixão sexual ilimitadamente, sem arcar com dificuldades da família.

   Entre as classes medias, as famílias também são limitadas, mas nestas as razões são predominantemente econômicas. Procuram educar um ou dois filhos, dando-lhes vantagens que não poderiam proporcionar-lhes se tivessem quatro ou cinco.

   Dessa maneira anormal, o homem exercita a prerrogativa divina de produzir a desordem na Natureza. Os Egos, a ponto de renascer, têm de aproveitar-se das oportunidades que se apresentam, as vezes sob condições desfavoráveis. Outros que não podem renascer nessas circunstâncias, esperam até apresentar-se ocasião favorável.

   Através dos nossos atos afetamo-nos uns aos outros e, deste modo, os erros dos pais caem sobre os filhos, porque assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo no homem. O mau uso ou abuso desse poder é um erro que não se pode perdoar; deve expiar-se, com prejuízo da eficiência dos veículos, afim de aprendermos que a força criadora é santa.

   Os aspirantes à vida superior, ansiosos por viver uma nobre vida espiritual, muitas vezes olham a função sexual com horror, por causa das misérias que o seu abuso tem trazido à humanidade. Nem querem ver o que consideram uma impureza, esquecendo-se de que pessoas como eles (que deram boas condições aos seu veículos por meio de alimentação apropriada e saudável, de elevados e bondosos pensamentos e de vida espiritual) são, precisamente, os que estão em melhores condições para gerar corpos densos apropriados às necessidades de desenvolvimento das entidades que os esperam para renascer.

   Todos os ocultistas sabem que, atualmente, muitos Egos elevados não podem renascer, em prejuízo da raça, por não encontrarem pais suficientemente puros para proporcionar-lhes os veículos físicos convenientes.

   A função sexual tem seu lugar na economia do mundo. Quando empregada devidamente, fornece corpos fortes e cheios de saúde que o homem necessita para o seu desenvolvimento. Não há maior benção para o Ego. Quando, inversamente, dela se abusa, não há maior desgraça, convertendo-se num manancial de todos os males, a verdadeira herança da carne.

   É uma grande verdade que “nenhum homem vive somente para si”. As nossas palavras e ações afetam constantemente os outros. Se agirmos retamente, podemos ajudar vidas, mas, se descuidarmos nossos deveres podemos frustrá-las. Primeiramente, dos que estão em imediato contato conosco; depois dos habitantes da Terra e, talvez ainda, outras além. Ninguém tem o direito de procurar a vida superior sem ter cumprido antes seus deveres para com a família, o pais e a raça humana. Deixar tudo de lado, egoisticamente para o próprio desenvolvimento espiritual é tão repreensível como desinteressar-se absolutamente pela vida espiritual. Antes, é ainda pior.

   Quem cumpre seus deveres na vida ordinária da melhor maneira que pode, dedicando-se ao bem-estar dos que de si dependem, cultivando a faculdade fundamental, o dever. E, certamente, avançará tanto que despertará à chamada da vida superior. Apoiado no dever anteriormente cumprido, encontrará grande auxilio nesse trabalho.

   O homem que deliberadamente volta as costas aos deveres atuais para dedicar-se à vida espiritual, com certeza será coagido a voltar ao caminho do dever, do qual se afastou equivocadamente. Não poderá escapar sem que tenha aprendido a lição.

   Certas tribos da Índia fazem muito boa divisão de sua vida: os primeiros 20 anos são dedicados à educação; dos 20 aos 40 dedicam-se à criação da família; o resto do tempo é aplicado ao desenvolvimento espiritual, sem nenhum cuidado físico que incomode ou distraia a mente.

   Durante o primeiro período a criança é mantida por seus pais. No segundo, o homem além de sustentar a família, cuida dos pais, enquanto estes estão dedicando sua atenção às coisas elevadas e, durante o resto da vida é mantido por seus filhos.

   É um método muito bom, completamente satisfatório para um que, totalmente, do berço ao túmulo, sente necessidades espirituais. Alias, em tal extensão que equivocadamente descuidam o desenvolvimento material, salvo quando se veem impelidos pelo látego da necessidade. Os filhos sustentam carinhosamente os pais, seguros de que, por sua vez, serão sustentados pelos filhos e poderão dedicar-se por completo à sua vida superior, depois de terem cumprido seus deveres para com os pais e a humanidade.

   No mundo ocidental, onde as necessidades espirituais não são sentidas e o homem corrente se desenvolve só materialmente, tal norma de vida seria impossível de realizar-se.

   A aspiração espiritual precisa ser amadurecida pelo tempo e só chega quando se obtém as condições particulares sob as quais devemos procurar satisfazê-la. É preciso suportar qualquer dever que pareça uma restrição. Se o cuidado da família impede alguém de consagrar-se inteiramente à aquilo que deseja, não seria justificado que o aspirante descuidasse seus deveres, dedicando todo seu tempo e energia a propósitos espirituais. Deve-se fazer esforços para satisfazer tais aspirações, mas de modo a não interferirem com os deveres da família.

   Se o desejo de castidade nasce numa pessoa que mantém relações matrimoniais com outra, as obrigações de tais relações não podem ser esquecidas. Seria um grave erro viver castamente debaixo de tais circunstâncias, procurando fugir do apropriado cumprimento do dever.

   A respeito deste dever há uma linha de conduta para os aspirantes à vida superior, diferente da do homem comum. Para a maioria da humanidade, o matrimonio é, como que a aprovação de uma licença para a gratificação desenfreada dos seus desejos sexuais. Talvez seja assim aos olhos das leis humanas mas à luz da verdadeira Lei não, porque nenhuma lei feita pelos homens pode reger este assunto.

   A ciência oculta afirma que a função sexual nunca deve ser exercida para gratificar os sentidos, mas somente para a propagação. Portanto, é justo que o aspirante à vida superior se negue ao ato com seu cônjuge, a menos que seu objetivo seja conseguir um filho. Mesmo assim, devem ambos gozar perfeita saúde física, moral e mental. Em caso contrário, a união produziria um corpo débil ou degenerado.

   Sendo cada pessoa dona do próprio corpo, é responsável, ante a Lei de Consequência, por qualquer mau uso resultante do abandono do corpo a outrem, por fraqueza da vontade.

   Contemplando o assunto à luz do precedente, do ponto de vista da ciência oculta, as pessoas de corpo e mentes saudáveis têm o dever, e ao mesmo tempo o privilégio (que deve ser exercitado com gratidão pela oportunidade) de criar veículos para as entidades, tanto quanto seja compatível com a saúde e com a capacidade de assistência. Como indicamos, os aspirantes à vida superior têm especialmente essa obrigação, porque a purificação produzida em seus corpos qualifica-os, mais do que a humanidade comum, para gerar veículos puros. Assim procedendo concedem veículos apropriados a entidades elevadas. Ao facilitarem a esses Egos oportunidades de renascerem e exercerem sua necessária influência, ajudam à humanidade. Empregando a força sexual do modo indicado, a função terá lugar muito poucas vezes na vida e, praticamente, toda a força sexual poderá ser empregada para fins espirituais.

   Não é o uso mas o abuso que produz todas as perturbações e que interfere com a vida espiritual. Não há necessidade alguma de abandonar a vida superior quando não se possa ser casto, nem é necessário ser estritamente casto para passar pelas iniciações menores. O voto de absoluta castidade relaciona-se unicamente com as Grandes Iniciações. Mesmo nestas, um só ato de fecundação pode ser necessário alguma vez, como um sacrifício, como aconteceu quando se preparou o corpo para Cristo.

   Pode-se acrescentar, também, que é pior estar sofrendo o abrasador desejo e pensando constantemente e vividamente na gratificação dos sentidos do que viver a vida matrimonial com moderação.

   Cristo ensinou que os pensamentos impuros são maus e talvez piores do que os atos impuros, porque os pensamentos podem ser repetidos indefinidamente, enquanto os atos têm sempre algum limite.

   O aspirante à vida superior só pode triunfar na medida da subjugação da natureza inferior. Contudo, deve guardar-se muito bem para não ir de um extremo ao outro.

   Meu grande abraço.

   Irmão Roberto:-

   Texto original "ditado" pelo espírito Irmão Roberto ao médium Joaquim Brand de Moraes

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